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DIA NACIONAL DA PROTEÇÃO DE DADOS: O PAPEL DOS DADOS NA ERA DA IA

17/07/2026

A inteligência artificial ocupa um espaço cada vez maior nas estratégias empresariais e tem levado as empresas a olhar com mais atenção para os dados, um ativo que, até pouco tempo, nem sempre recebia o cuidado necessário. Hoje, sua qualidade, organização e confiabilidade são essenciais para o sucesso dos negócios e dos projetos de IA.

É justamente nesse contexto que, em 17 de julho, o Brasil celebra, pela primeira vez, o Dia Nacional da Proteção de Dados, instituído pela Lei nº 15.254/2025. A data reforça uma mudança importante na forma como as empresas enxergam os dados. Mais do que uma questão de conformidade, eles passaram a ter papel estratégico na inovação, na eficiência e no desenvolvimento de projetos de IA.

Quando a proteção de dados passa a gerar valor

Desde a publicação da Lei Geral de Proteção de Dados, em 2018, a proteção de dados amadureceu no ambiente empresarial. No início, o foco estava principalmente na criação de políticas, na revisão de contratos e na organização de procedimentos internos. 

Com a consolidação da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e o avanço da regulamentação, as empresas passaram a ser cobradas não apenas pela existência de documentos, mas também pela capacidade de demonstrar como protegem os dados na prática.

Paralelamente, o próprio mercado passou a exigir maior transparência de seus parceiros comerciais, por meio de auditorias, avaliações de fornecedores, questionários de conformidade e exigências contratuais relacionadas à privacidade e à segurança da informação.

Essa preocupação se justifica também pelo número de incidentes envolvendo dados pessoais no país. Conforme o painel de monitoramento da ANPD (https://www.gov.br/anpd/pt-br/canais_atendimento/agente-de-tratamento/comunicado-de-incidente-de-seguranca-cis), já foram contabilizados 241 incidentes comunicados no Brasil até a data da consulta. O número provavelmente não retrata todos os casos ocorridos, já que muitos incidentes sequer chegam a ser divulgados.

Por isso, a proteção de dados deixou de ser apenas uma obrigação regulatória e passou a representar um critério relevante para a segurança dos negócios e a manutenção das relações comerciais.

IA e o novo valor dos dados

O amadurecimento da proteção de dados ganha ainda mais relevância com o avanço da IA. Empresas de diferentes setores já utilizam dados para automatizar processos, entender comportamentos, antecipar demandas e apoiar decisões, o que exige ainda mais cuidado com a origem, a qualidade e o uso dessas informações.

A qualidade dos dados é decisiva para o sucesso da inteligência artificial. Informações  não confiáveis, desatualizadas, duplicadas ou desorganizadas podem gerar falhas, incidentes de segurança e exposição jurídica. Por isso, o principal desafio não está apenas na escolha da tecnologia, mas na organização dos dados que irão sustentá-la.

Muitas empresas só percebem as fragilidades de sua estrutura de dados quando iniciam um projeto de IA e se deparam com informações duplicadas, desatualizadas ou coletadas sem base legal adequada.

Em outras palavras, o que faz diferença não é o volume de dados, mas a capacidade de transformá-los em informações úteis, seguras e adequadas aos objetivos de cada projeto

Organize seus dados e avance com segurança

Para avançar com segurança em projetos de inteligência artificial, a empresa precisa começar pelo básico, conhecendo os dados que possui, entendendo de onde eles vêm, para que são utilizados, quem pode acessá-los, quais exigem maior proteção e se as informações estão revisadas, atualizadas e são confiáveis para a finalidade do projeto.

A empresa também deve definir responsabilidades, avaliar riscos e criar controles que funcionem na rotina da organização. Essa estrutura reduz vulnerabilidades, previne incidentes e aumenta a confiança nos resultados gerados pela IA.

Cumprir a LGPD faz parte desse caminho, mas não é o ponto final. Empresas que organizam seus dados e constroem uma governança sólida estão mais preparadas para inovar, tomar decisões melhores e transformar a inteligência artificial em uma vantagem real para o negócio.



 

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